quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Crítica: Samuka Duarte o calo do jornalismo paraibano

Samuka Duarte

Quem leu a "revista da tv" que veio no jornal "Correio da Paraíba" pôde ver como a profissão de jornalista anda desvalorizada na Paraíba. O apresentador e professor Samuka Duarte aparece na capa da revista, em uma das matérias está uma entrevista com André Dias, diretor da Rede Record, falando que Samuka é um "case de jornalismo".

Não é novidade que Samuka Duarte tem audiência. Mas dizer que ele é um caso de sucesso do jornalismo é um pouco de mais. Ele é apresentador de um programa policial, onde expõe a sua opinião de maneira sensacionalista e por vezes faz criticas preconceituosas, julgando crimes que não foram ainda elucidados, como é o caso de duas irmãs que faleceram por ingerir uma planta, e o apresentador acusou o pai de estupro ao vivo.

Um "case de jornalismo" que foi processado por exibir as cenas de um estupro, e que após a morte de uma jovem lançou um CD de músicas gospel, gravou cenas do programa dentro do velório da jovem e agora a cada suspeito que aparece do crime ele praticamente condena a culpado. Alienando os telespectadores do seu programa.

Em um assassinato exibido em seu programa, o assassino deixou um recado para o apresentador onde dizia nome do apresentador e tentava explicar o motivo do crime, que dizia ser por causa de acerto de contas. Mostrando claramente que o programa deixou de ser um suporte para informar e começou a ser um espaço para os bandidos se exibirem.

André Dias pede ainda um intercâmbio entre Samuka e os outros apresentadores de programa policial da Rede Record, inclusive Marcelo Rezende do Cidade Alerta. Mas Marcelo Rezende é um jornalista renomado que não faz comentários preconceituosos e não impõe um programa religioso para que todos assistam.

"Essa forma que o Samuka adotou dentro da TV Correio, com o Correio Verdade, é realmente um case. Ele é um personagem e faz parte da cultura hoje daqui de João Pessoa porque ele faz um jornalismo diferente. Eu acho importante que as outras praças conheçam essa forma, assim como tem que haver uma integração das regiões" falou André Dias.

Realmente é um jornalismo diferente, onde um apresentador que não cursou jornalismo vai ao ar e diz o que passa na sua cabeça. Enquanto diversos jornalistas da Paraíba se matam para conseguir uma vaga na redação de jornais e programas, essa realidade deveria mudar e para isso acontecer a cultura do povo tem que mudar também.

Que tempo é esse, onde um professor toma o lugar de um jornalista como apresentador de programa e ainda ganha o direito de expôr a sua opinião sem nenhum critério ou código de ética? A comunicação do Estado deve se unir e combater programas como esse, que não levam a informação correta para os telespectadores e deturpam fatos.

Na mesa Redonda de Jornalismo em que foi abordado o tema do sensacionalismo, e o apresentador foi a estrela do evento. Os estudantes e vários ícones do jornalismo paraibano foram contra as atitudes de Samuka Duarte, que mal conseguia falar sem que fosse vaiado. Logo após, em seu programa ele disse que foi parabenizado pelos estudantes do curso de jornalismo da UFPB. E mostrou um dos poucos blogs, talvez o único a apoiar as atitudes dele.

Assistam abaixo o que os estudantes da UFPB fizeram durante a mesa redonda com o apresentador:





6 comentários:

  1. Eu acho que o erro começa quando se diz que "Samuka Duarte foi a ESTRELA da Mesa Redonda".

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  2. É um coitado... nada mais que isso, esse Samuka. E o mais triste é perceber que ele não reconhece. Mas fica na cara seu desespero, sua resposta pronta quando alguém "descobre" as intensões dele. Vide palestra no Iesp.

    Uma pena que ele (assim como outros que seguem sua linha) seja quem "guia" a mente das classes mais pobres. Um povo que já é bitolado, desprovido da capacidade de discernimento por só assistir Globo e programas como o deste homem, acaba por cair cada vez mais na rede da ignorância quando uma pessoa dessas se dirige a eles, abusando da ingenuidade, deslumbramento, fé (apoiada na falta de perspectiva) e quaisquer outros adjetivos que caibam a quem não se informa e quem muitas vezes nem imagina que outro tipo de informação exista.

    Parabéns pelo texto.

    Milla.

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  3. Não gosto nenhum pouco dele,não concordo com a forma que ele se promove,não gosto de programas policiais,apesar de achar que sem eles a população acaba ficando um pouco sem noção da violência que infelizmente nos rodeia,mas eu acho que sua maior crítica se dá pelo fato dele não possuir um diploma de Jornalista.

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  4. Agora lhe pergunto após ter lido este texto acima..
    O que e bem vindo um analfabeto do jornalismo apresentar um programa ou um letrada esconder a verdade e você ingerir daquela informação e esta satisfeito .. Bem..e bom pensar..E é mentira quando se fala que se mata para entrar em uma redação.. Quem sabe muito procurar altas recompensas.. E por isso caem fora da Paraíba e normal..

    E bom mudar a linha de pensamento.. Não sou a favor de Samuka nem sou contra.. Quem paga o salário dele e que dita as regras do jogo..

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  5. gosto muito dele e não do programa. seu jeito cativante humano super os ideais da midía e imcomoda bastante a comcorrência. cada um de nos temos defeitos. e muitas matérias são têndeciosas. muitas das vezes ao vivo vc passa coisas mau contadas. e vejo o lado bom dele. quando das muitas vezes uma mulher diz que o marido extrupo a filha. ele explica bem que isso é a população que esta falando. mais que ele já viu muitos casos que a mulher quando tá com raiva do homem faz inferno. abraços a todos.

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Jornalista (em formação), Graduando do Curso de Arquivologia da UEPB e Jornalismo na UFPB.